Os hiperônimos e hipônimos são elementos estudados pela Semântica. Estão, dessa forma, relacionados com os significados das palavras.
A língua portuguesa é tão rica que nem sempre conseguimos conhecer todos as suas minúcias gramaticais. Por exemplo, você sabe o que são hiperônimos e hipônimos? Se você não sabe, aprenda agora com mais uma superdica de português que vai te mostrar as inúmeras possibilidades significativas das palavras. Vamos lá?
Os hiperônimos e hipônimos são estudados pela Semântica, área da Linguística que se ocupa do estudo do significado das palavras. A Semântica analisa a relação entre significantes, como palavras, frases, sinais e símbolos, investigando a sua denotação. Agora que já sabemos que esses dois elementos estão relacionados com esse ramo da Linguística, é hora de entendermos as diferenças entre hiperônimos e hipônimos.
► Hiperônimos: Do grego hyperonymon (hyper = acima, sobre/ onymon = nome), são palavras de sentido genérico, ou seja, palavras cujos significados são mais abrangentes do que os hipônimos. Fazendo uma comparação com a Biologia, podemos dizer que os hiperônimos seriam os gêneros, isto é, palavras que apresentam características comuns. Observe os exemplos:
Animais é hiperônimo de cachorro e cavalo. Legume é hiperônimo de batata e cenoura. Galáxia é hiperônimo de estrelas e planetas. Ferramenta é hiperônimo de chave de fenda e alicate. Doença é hiperônimo de catapora e bronquite.
► Hipônimos: Do grego hyponymon (hypo = debaixo, inferior/ onymon = nome), são palavras de sentido específico, ou seja, palavras cujos significados são hierarquicamente mais específicos do que de outras. Fazendo novamente uma comparação com a Biologia e seus termos, os hipônimos seriam as espécies, isto é, palavras que estão ligadas por meio de características próprias. Vejamos alguns exemplos que certamente irão te ajudar a compreender um pouco melhor essa questão:
Maçã e morango são hipônimos de fruta. Vermelho e verde são hipônimos de cor. Brócolis e couve-flor são hipônimos de verdura. Flores e árvores são hipônimos de flora. Gripe e pneumonia são hipônimos de doença.
Caso você tenha dificuldade para lembrar a função de cada um dos elementos estudados agora, basta se lembrar da etimologia das palavras: o prefixo hiper está associado à ideia de excesso, enquanto o prefixo hipo está relacionado com a ideia de escassez. Além de serem importantes para a Semântica, os hiperônimos e hipônimos estão intrinsecamente relacionados com a coesão textual, isso porque são elementos importantes para a retomada de ideias anteriores em um texto, evitando assim a repetição desnecessária de ideias e expressões. Hiperônimos e hipônimos são palavras que pertencem a um mesmo campo semântico, podendo, portanto, desempenhar função anafórica em um texto. Observe:
Cravos, margaridas, begônias, hortênsias e lírios foram plantados por mamãe no jardim. Em menos de um ano, com a chegada da primavera, todas as flores romperam.
Flores é hiperônimo de cravos, margaridas, begônias, hortênsias e lírios. O termo foi empregado para evitar a repetição dos hipônimos.
As variações linguísticas reúnem as variantes da língua que foram criadas pelos homens e são reinventadas a cada dia. Dessas reinvenções surgem as variações que envolvem diversos aspectos históricos, sociais, culturais e geográficos. No Brasil, é possível encontrar muitas variações linguísticas, por exemplo, na linguagem regional. Nas falas do Chico bento e de seu primo Zé Lelé notamos o regionalismo Tipos de Variações Linguísticas Variações Geográficas : está relacionada com o local em que é desenvolvida, por exemplo, as variações entre o português do Brasil e de Portugal. Variações Históricas : ela ocorre com o desenvolvimento da história, por exemplo, o português medieval e o atual. Variações Sociais : são percebidas segundo os grupos (ou classes) sociais envolvidos, por exemplo, um orador jurídico e um morador de rua. Variação Situacional : ocorre de acordo com o contexto o qual está inserido, por exemplo, as situações formais e informais. Exemplos R...
O Romantismo foi um movimento artístico que surgiu na Europa no século XVIII e durou até meados do século XIX. Ele influenciou a literatura, a pintura, a música e a arquitetura. Oposto ao classicismo, racionalismo e Iluminismo, esse movimento chegou ao Brasil em finais do século XVIII. Contexto Histórico Como escola literária, as bases do sentimentalismo romântico e do escapismo pelo suicídio foram estabelecidas pelo romance " Os sofrimentos do jovem Werther ", de Goethe, publicado na Alemanha em 1774. Primeira edição da obra Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774), livro que deu início ao movimento romântico Na Inglaterra, o Romantismo se manifesta nos primeiros anos do século XIX, com destaque para a poesia ultra-romântica de Lord Byron e para o romance histórico Ivanhoé , de Walter Scott. Também figuram entre as primeiras obras do início da revolução romântica na Europa os livros Manon Lescut , do árabe Prévost (1731), e a Hist...
A literatura brasileira é tradicionalmente dividida em escolas literárias, divisão que também é conhecida como “movimentos literários” ou, ainda, “estilos de época”. Essa sistematização, embora muitas vezes arbitrária, tem como principal objetivo facilitar o estudo da disciplina, bem como seu ensino, uma vez que agrupa escritores de acordo com suas características estilísticas, temáticas e, claro, de acordo com o contexto histórico no qual estão inseridos. Seria impossível dissociar a Literatura da História: essas duas áreas do conhecimento humano caminham lado a lado, e é inquestionável a influência dos fatos históricos no fazer literário de cada época. A literatura brasileira pode ser dividida, genericamente, em duas eras: a Era Colonial, na qual predomina a vertente histórica, e a Era Nacional, cuja vertente é estética. A Era Colonial representa toda a literatura produzida no Brasil Colônia, quando ainda não possuíamos uma identidade literária, haja vista a grande influência d...
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